Mistério do Japão

Cai a penumbra vermelha
Da cor de sangue.
Estica-se o obi,
Alfineta o quimono.
Pintam-lhe os olhos,
Prendem-lhe o cabelo…
Coram-lhe a boca.
Sai sobre seus okobos…
Surge então a dama da noite!
Nasce para a noite, morre para si mesma.
Sayuri san está pronta?
É hora de partilhar seu danna!
Já não é mais uma maiko,
O olhar dos homens confirma:
Esbanja elegância.
Mas de que adianta, Sayuri?
Deram-lhe o luxo, o okyia…
Mas tiraram-lhe a vida própria.
Uma gueixa é como uma imperatriz,
Uma gueixa não sente, não deseja…
Uma gueixa age em pura cautela e concorda.
Nasce para a noite e morre para si mesma!

 

 

*Poema sobre o livro “Memórias de uma Gueixa”, de Arthur Golden.

 

 

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2 comentários Adicione o seu

  1. Adele Santos disse:

    Me arrepio e me emociono toda vez que leio esse poema…lindo demais!
    Parabéns!

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    1. Luana Reis disse:

      Obrigada, querida. A história que o inspirou por si só já é belíssima!

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