A perda

E a transa era louca. Era feito uma sinfonia. Os corpos se entrelaçavam, bailavam no vai-e-vem. No vai-e-vem… Mais rápido… Mais lento. A gente se entendia.

Mas então, certa noite, ele decidiu ir para casa mais cedo que o habitual, já que precisava emprestar o carro ao irmão. E foi o fim.

Aquele corpo no qual eu dançava, suava, o qual beijava e acariciava com tanto amor, tanta entrega, fora carbonizado dentre os destroços do veículo. O caminhão surgiu desgovernado em sua frente e ele não teve tempo de desviar. Ninguém o socorreu depois da colisão. Foi fatal.

Queimava às 3:00 o corpo que eu tirara na ciranda da vida para ser meu par. Queimara junto aos momentos de prazer, junto ao ápice da felicidade, do orgasmo em si, da significância dessa existência medíocre. Queimava a alma e o corpo que há sete anos era minha fonte de energia.

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