Dos convites forçados

No meu delírio paro, recuo dois ou três passos. Menti. Não perduraria nosso envolvimento, afinal, não dá para me privar dos meus gostos, da liberdade, do álcool, dos corpos… da minha vida.

Não era pra você ter ficado pro jantar, pra ter dormido. Mas você se apossa. Quer se firmar na minha rotina de qualquer forma. Na minha ou na de qualquer outra garota que tenha um pouco de disposição. Que é isso, meu bem, que você não tem.

Sua sina é se martirizar. Você não pode simplesmente dar um jeito, fazer algo na sua vida dar certo. Você invade uma vida já resolvida e se impõe à força. Você limita, abusa, implica, interfere. Você estupra.

E você não enxerga a hora de parar, de dar descanso. Mas não vou aceitar, não vou prosseguir nessa mentira. Ou tu toma rumo, ou eu o faço.

Seja o rumo em direção ao norte da cidade, a sete palmos do chão, vai-te. Que é hora de eu ter minha paz restaurada, antes que ocorra desgraça maior que a sua própria existência: o fim desses dois corpos desgastados.

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