Compreensão

jairo-alzate-45540Jairo Alzate

Foi quando minha alma inflou pela minha natureza dual,
Estranha, intensa e ao mesmo tempo efêmera,
Que hesitei em te beijar, tomar teu corpo junto ao meu.

Naquele instante eu queria o tudo e o nada,
Mas ninguém nunca compreendera esse ápice.
Ninguém, a não ser você.

Você percebeu que além da entrega, meu corpo e alma estavam confusos,
Como se travassem por um momento com certa frequência.
E você decifrou o enigma.

Você era então o que eu mais queria,
Porque era feito a resposta para a minha pergunta,
Aquela pergunta existencial que cada qual luta para resolver.

Que todas as questões que o ser humano tenta solucionar e
Infelizmente não consegue eu já matara.
O sonho de vida, os estudos, o trabalho, os ideais.

E você também o fizera.
Mas o que o prendia aqui, nesta terra de loucos, era a atual condição.
Assim como eu, você trabalhava para suprir essa pendência.

E então a minha questão era a companhia.
Uma incógnita tão complexa de se resolver,
Afinal, quem corresponderia essa personalidade um tanto vulgar?

Você – só você – o fez.
E o que me impressionou foi o fato de que sempre estivera aqui,
Diante de mim.

Só você decifrou os tempos descompassados
Da orquestra sinfônica que toma meu peito e corpo,
Não só no ato, mas na vida por si só.

Só você cravara as mãos pela carcaça
E ao invés de tentar moldá-la,
Percorria-a por inteiro e interpretava então, o sentido real do meu ser.

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