Volte de uma vez

Anete Lūsiņaanete-lusina-146472Te olho
E seguro o choro,
Pois não quero mostrar o
Que sinto.
É que somos almas duais,
Somos tão iguais e ao mesmo tempo
Tão diferentes.
E não manifesto mais o bem que me fazes
Como antes, sem vergonha,
Não me manifesto mais se não durante a transa,
Porque já não reages como antes.
Tu já não expressas aquela saudade,
A vontade de ter o corpo aqui,
No mesmo leito que repouso.
Agora a relação está descompassada
– Se é que chamamos isso de relação.

Que eu sinto falta de tudo
– A carne, a alma, o atrito no ato,
das observações que nos levavam a discussões
Intermináveis e, no fundo, desnecessárias.
Eu sinto falta de poder simular uma manha
E você, logo em seguida, me acalentar.
De dar a deixa e você vir correndo para fazer acontecer.
E de, mesmo quando as rotinas não compactuam,
Ter ao menos a esperança de um reencontro.
Mas a porta continua aberta, amor.
É para você entrar novamente,
Retornar ao teu posto,
Que eu te quero por inteiro.

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