Gratidão

E com a nossa
falta de decência,
finalmente eu tenho
o tal ‘click’, o estalar
que me faz perceber o
quanto me expus pra você
à toa.

Junto as roupas,
a dignidade que ainda me resta
e agora, amor,
caminho rumo à porta.

E lembro da máxima
que sempre conduziu
minha vida, mas pequei ao
deixar de lado quando te vi envolvido
nesta trama.
A máxima de que na vida,
temos que saber quais são
as nossas prioridades.
Quem e quais serão as nossas escolhas.

Você foi uma das minhas,
mesmo com uma rotina cabreira,
eu consegui me desdobrar por você.
E não tive o mesmo.
Substituída por bares sujos, copos de uísque,
o ambiente tomado pela fumaça do cigarro de
uma puta barata que nem prazer poderia te dar,
mas um leque de DSTs.

Substituída por ideologias retrógradas,
pelo tédio, por qualquer merda
que, só agora, você percebe que não valeu a pena.

E é tarde, amor.
Eu sigo o rumo e vejo
o meu belo caminho,
que tracei e tenho trilhado
com tanto esforço.
Veja só, amor…
Eu jamais perderia este caminho
por você ou por qualquer outro.
Que ninguém vale esse esforço.
Mas veja, meu bem,
o caminho que eu ia deixar de
notar os detalhes com tanto
apuro, por sua causa.

O que resta é te agradecer
por me mostrar que sou
e qualquer mulher pode ser – e é –
melhor sem você.
Sem o amor mendigado,
O beijo e o sexo bom, mas contaminado,
pela vulgaridade barata das tuas tantas putas.

Obrigada pelo ‘click’, amor.
Boa sorte na sua jornada.

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