Baby boy

Milada Vigerovamilada-vigerova-7276Baby boy, quando você partir e a bad bater
me restará a cerveja.
Mas veja que a perda é mínima
e, quem de fato tem de se preocupar, é você.
Vais recorrer a quem? Às putas?
Pode até ser, mas vive mais quem se preserva, afinal.

E sim, baby boy, estou me preservando
– de tudo, de todos, me preservo diante das tuas mancadas,
dos teus tantos vacilos.
Me preservo e recorro ao álcool, ao sono,
aos deleites “pré-você”.

E você, baby boy,
segue na calada da noite, em seu carro,
com teus amigos na vadiagem.
Vais conhecer o pior tipo de gente,
Gente do tipo que eu conheceria se fizesse o mesmo.
Mas a diferença, baby boy, é que eu escolhi ficar na minha.
No meu canto, preservada.

Vá em frente, baby boy.
Sei que tua fome de sexo, de prazer, de novidade
é tamanha que assusta a mim, ao mundo.

E é uma pena, baby boy,
Pois você teria isso e tudo o que quisesse
aqui, em plena segurança.

Mas teus amigos, teus machos,
representam a tua escolha, baby boy.
Vai-te com eles, com elas, com quem escolheres.
Que vou-me contra a correnteza.
Vai-te, que tu segues a boiada… E eu não posso, baby boy.

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