Você era outro

Quando nada tinha acontecido
Tu eras tão doce, tão atencioso…
Eras você mesmo. Ao menos parecia.
Mas foi só nos aproximarmos
E a convivência,
Os quase quatro meses mostraram a raiva,
A brutalidade, o descaso
E a impaciência que na tua carcaça residem.

E as palavras bastaram, meu bem.
Cravadas feito uma faca no peito,
Na boca,
Por todo o corpo.

Uma relação que poderia se dar num ring,
Em um matadouro.

E assim acabou.
Como previ, ambos se enjoaram,
Mas ao contrário de você
Eu sei que todos passam por fases.
Que todo mundo precisa voltar ao ponto de equilíbrio,
Recuperar a sanidade mental.

É normal pifarmos, querido.
É normal termos de rebobinar.
Você, entretanto,
Não sabe – ou finge não saber –
Que não é preciso detonar o outro
Verbalmente e “tocar” a vida.
Você me mostrou o quão egoísta
Alguém pode ser.

Você esteve aqui nesse período
E quando achei que te conhecia,
Na verdade tu eras outro.
Eras nada mais que um ser sem escrúpulos.

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