Amar você é uma doença

unsplash-logoClem Onojeghuoclem-onojeghuo-222411Entrei no jogo e aceitei quase todas as regras. Risquei algumas do contrato, contestei, mostrei minha versão e você aceitou.

Sugeri que aquela garota fosse tirada do campo, do lance. Você o fez. Que droga, né? Que o horrível tudo isso… Porém, não. Não vejo problema nisso. Você sabe que sou pior que todo mundo envolvido nessa trama.

Ela se impôs, ela se meteu em um universo que não era compatível com o perfil, as ambições dela. Então, depois da minha marcação, ela cedeu. Aceitou que fora substituída. E eu dei um tiro no meu próprio pé.

Que você é o único que sabe matar a jogada no peito, domina, dribla e converte o gol. Só você tem manha de percorrer a mão por minhas curvas, de montar – e desmontar – (n)esta carcaça.

Mas gostar de você, te desejar, te tocar… É uma doença, baby. Você foi me matando aos poucos.

Quando a coisa começou tudo era novo, o assunto rendia, a paciência existia. Agora, my boy, o que é que temos? O que sobrou, se não a distância, a ausência, uma lacuna e um resquício de algo que não sabemos definir, mas que mantém esse caso indefinido? O que nos resta além do nosso descaso?!

E não basta desistir e cada um seguir para um lado, tentar rumar outra história, outro caso. Tentei te achar noutros corpos, substituir e recorrendo a um plano B, C, D… Tentei dormir quando a saudade bateu e, ao acordar, beber até não lembrar mais do teu nome. Tentei de tudo em vão, my boy.

Que você fez feito aquela intrusa, a tua ex. Sim, você se impôs no meu universo e está no meu vinho, nas duas taças que guardo em meu armário. Está na arara – que você gostou – onde deixo os casacos, na câmera fotográfica, nos papéis e desenhos espalhados pelo quarto. Nos livros que você se recusa a ler, baby. Você está na minha cama, na nossa cama. Você está em tudo, amor, impregnado em cada m² do local.

E eu não estou em lugar nenhum. Não cheguei à tua casa, à tua calma, ao quarto ou objetos… Não cheguei a fazer alguma diferença.

E fui morrendo no percurso. Que como falei, quando o jogo começou havia muita coisa. Mas durante a partida, os seus desdobramentos, eu corri, caí, levantei, derrubei… Já não era – já não sou! – a mesma que iniciou o embate, meu bem.

Eu dei lugar a minha melhor e pior versão a cada dia. Mas eu sigo aqui, my boy. Sigo, apenas. Que gostar de você é uma doença, mas dar um fim em tudo pode ser pior.

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